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terça-feira, agosto 31, 2004

Layer:∞





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música: bôa - Duvet
pensamento: this is my own smile

Æmitis :: 01:09 ::: (0) Apêndice-[s]

segunda-feira, agosto 30, 2004

Procedimento (in)Correcto: Cura.


Estás confortável? Queres que coloque mais papel e mais palavras no fogo? Eu não me aproximo, sei que não queres contagiar-me. Sempre controlaste a minha saúde, sempre tentaste salvar o que restava, mas agora, tens que te manter afastada para me proteger. Irónico, não achas? Agora, és tu que estás deitada nesta cama de hospital e neste quarto de hospício e neste edifício de câmara mortuária. Ambos tínhamos o olhar noutro local. Ou, se calhar, era só o meu que estava iludido. Compreensível erro, insuportável consequência.
A tua pele muda, com os dias. O meu oxigénio não te consegue alcançar e o pouco de mim que ainda restava no teu corpo morre pouco a pouco. Já nem posso estar ao lado da cama, nem segurar na tua mão e nos tubos que a perfuram, nem ouvir a máquina que confirma a tua resistência. Ou será desistência? O papel manchado que me deixaste não tinha a resposta, não tinha nenhuma pergunta.
Deste lado do vidro, não és a mesma. Como um espelho partido ou deformado, o que parece ser o teu reflexo é-me estranho e distante. Prefiro as fotografias que encontro nos corredores. Alguns objectos teus ainda estão espalhados pelo chão, em casa. Tropeço constantemente. Por vezes faço-o propositadamente, mas não me magoo. Negar? Porque não? Continuo com a mesma reduzida capacidade imunológica, quer esteja a sorrir, ou não.
Em breve, faço outro transplante. Não quero soar pessimista, mas sei que o vou rejeitar de novo. Não é intencional, acredita. Eu vejo os mesmo corpos que se arrastam que tu. Eu sei que eles seriam compatíveis com todos os meus órgãos, e eu, incompatível com todos eles. Não escolhi ser assim. É algo que não posso alterar. Vou adaptando-me e tento respirar o melhor que posso. Posso sempre optar por algo artificial, pré-fabricado, importado de um qualquer laboratório experimental… Com sorte, ainda contribuo para algo benéfico para toda a humanidade. Outras cobaias não faltarão.
Já nem existe vidro. Só uma porta fechada com o teu nome, alterado. Adeus. Vou voltar para casa e arrumar a roupa que deixaste rejeitada e usada em cima da cama e no chão, as canecas sujas e quase vazias em cima da mesa-de-cabeceira, os cabelos com pequenos nós e grandes feridas na escova, os restos mortais no cinzeiro… pela última vez.


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música: The Mars Volta - Televators
pensamento: desencontro programado

Æmitis :: 04:35 ::: (0) Apêndice-[s]

sábado, agosto 28, 2004

366°


E tenta-se captar algum momento, alguma fracção de tempo mínima para marcar o papel e confirmar a existência. Mais que isso? Sei que pensei assim, outrora, e que vou pensar de novo assim, eventualmente.
Determinou-se que hoje se fecharia um círculo, não sei bem porquê. Se tudo tem um fim e um começo, cada vez me parece mais que estes se tocam. O que resta? Nada. Ou tudo. Hoje, e em todo(s) o(s) ontem(s), o equilíbrio surge inesperadamente e nunca se mantém durante muito tempo. Talvez seja este o momento que se grava, numa fita vincada e utilizada. Já a rejeitei tantas vezes que devesse encará-la como aquilo que é: lixo. Insisto em tirá-la, limpá-la e em pôr compressas quando necessário… para nada. Ou tudo.
Nem sempre estive sozinho à frente. O banco do passageiro já teve outro odor que não este, de caixas de pizza e latas de sumo vazias. (Não bebo enquanto conduzo. Ou talvez o inverso.) Mas agora estou. Continuo a respeitar as regras, a ceder quando tenho de ceder, a ultrapassar quando alguém circula com demasiado descanso, não desespero nem insulto ninguém, a estrada nunca me alterou… Trezentos e sessenta e seis quilómetros… ainda é muito pouco, dizem-me. Não sei determinar quantos quilómetros preciso fazer para sair do pouco… penso sempre que são os sítios por onde passei que interessam realmente.
E tenta-se continuar com o que parece correcto e não nos causa grande desconforto. Ajustam-se alguns contornos e esquecem-se alguns erros. E continua-se. Quando outro círculo se fechar, segundo determinaram os deuses de pedra e papel, pode ser que o sentimento seja outro. Ou seja o mesmo.
Alguém tem um mapa sem estradas?


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música: Radiohead - Lucky
pensamento: "i feel my luck could change"

Æmitis :: 20:53 ::: (0) Apêndice-[s]

quarta-feira, agosto 25, 2004

Ângulo Morto


O céu está encoberto, mas o dia está quente. Um imperceptível nevoeiro surge quando menos se espera e desaparece da mesma forma. Este sofá, vermelho, colocado na entrada da casa, nunca me pareceu tão confortável. Sinto-o como uma extensão do meu próprio corpo, e talvez o seja verdadeiramente. Consigo ver todas as cores da planície em frente a mim. Tantos vermelhos e castanhos e amarelos, e ainda assim, tento contá-los a todos. Um “espanta espíritos” revela a sua presença de dez em dez minutos. Devo estar aqui há algumas horas para ter captado o padrão dos sons metálicos.
A minha mãe estende o resto dos livros nas duas cordas, presas entre duas árvores velhas. Ficam cómicos assim, os livros estendidos, presos por molas de madeira. A água negra, suja de tinta, pinga pelas folhas até ao chão. Movimento livre de gravidade, apenas intencional.
Acendo mais um cigarro, sempre sem fumo.
De repente, um som desconhecido, alto. Levo as mãos aos ouvidos tentando aliviar a dor que sinto na cabeça. Um buraco abre-se no chão e eu caio. As minhas roupas desaparecem, desfazem-se enquanto sou engolido pela cavidade inesperada. Luzes azuis a vermelhas aparecem e desaparecem como num farol que anuncia o regresso ao mesmo lugar, à mesma vertigem. Vou batendo nas paredes, negras e rugosas, com pequenos pedaços de vidro partido, e vou cortando-me e queimando-me e sofrendo contusões várias. O mesmo som estranho mantém-se e mais outros amontoam-se. Onde está a minha mãe? Onde está o nevoeiro e as páginas? Onde está o sofá e o cigarro? Porque desapareceu tudo? Será que este buraco não tem fim? Tento agarrar-me às paredes, rasgando toda a pele que tenho nos dedos, nos braços, na cara, nos pés e nos joelhos. Quero parar, de vez. De vez.
...
Oiço uma voz… distante. Um homem repete constantemente as mesmas palavras. Sossego. Alívio. Segurança. Será esta a voz de Deus? As palavras tornam-se lentamente mais claras… a mensagem aproxima-se… e afinal, foi só um acidente de viação.


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música: Examination Of The... - An Ocean Of Lust
pensamento: a vida por aquilo que é

Æmitis :: 20:14 ::: (0) Apêndice-[s]

terça-feira, agosto 24, 2004

Outra Técnica De Imersão


Está tudo lento, quase parado. Repito: quase parado. Ainda existem ondas e ainda existe vento. Se tudo parasse, então para que serviria eu estar aqui, a flutuar no meio do oceano? Que oceano? Isso interessa-te assim tanto, saber onde me encontro geograficamente quando a minha mente continua dentro da tua mão? Por favor, afasta esse sentimento maternal que te mantém atenta e continua com o movimento de rotação.
A água tapa-me os ouvidos e mergulha-me num silêncio marítimo. Tento abrir os olhos, mas continuo a não conseguir. Não me importava de ficar com os olhos vermelhos, podiam até incinerar-se alguns minutos depois, mas estou farto do mesmo céu e das mesmas nuvens. Queria olhar para baixo e ver o esqueleto da baleia que me trouxe. Um último adeus; se assim lhe posso chamar.
Um avião... de certeza que está em piloto automático.


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música: Blood And Time - Remember Me
pensamento: rápidas melhoras ou uma morte lenta

Æmitis :: 04:43 ::: (0) Apêndice-[s]

E Não Adormeci... Outra Vez.


...
e depois, um beijo.
É assim que te lembro...


...


Os dias estão invertidos e nada parece certo ou correcto. É um constante sentir-me estranho. Os passos, os gestos, as palavras e os sorrisos são artificiais. Sinto que sigo o guião errado, que ajo como uma personagem ausente... eu deveria ser só um figurante. Alguém, durante o processo de impressão manual, enganou-se e colocou-me como um qualquer ser com relevância para a história, para a minha história. Isto não devia acontecer.
Não sou bravo, nem destemido. Não sei o que fazer em todas as situações, nem te consigo salvar. Eu não deveria estar de espada em riste, nem manchado de sangue. Eu deveria ser aquele que dá indicações para a vila mais próxima ou o dono da loja pertencente ao cenário, sem conteúdo, sem nada. Nada.
Confesso que não sei o que fazer mais... Talvez levantar a cabeça e deixar de lamentar cada respiração intencional. Eu não pertenço a esta cruz e alguém já deve estar na lista de espera para subir, alguém que realmente consiga merecer sofrimento e passá-lo a outros. Eu sou demasiado egoísta e nem o desfruto devidamente, não aprendo, nem me liberto... apenas fico ali... preso e a sangrar... nem uma expressão de dor decente consigo demonstrar.
Caminho devagar, arrastando os pés e os pregos ainda presos à carne. Suspiro. Chego a casa e olho-me ao espelho; Nada mudou. Abro a torneira de água quente e encho a banheira. Alguns sais... cheira a mar, calmo. Entras lentamente e deixas-te levar pela temperatura elevada da água. O teu corpo cede, a tua mente perde-se, os teus olhos fecham-se e sento-me ao teu lado. É assim que te lembro.


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música: Blood And Time - Our First Thought
pensamento: o erro certo

Æmitis :: 04:17 ::: (0) Apêndice-[s]

segunda-feira, agosto 23, 2004

7 #2





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música: Björk - Ancestors
pensamento: slide

Æmitis :: 00:51 ::: (0) Apêndice-[s]

quarta-feira, agosto 18, 2004

Distância De Insegurança


Tenho o sorriso e o discurso de um poeta que entrou em ruptura com o mundo e tu ainda me compreendes. Começo a pensar que apenas o dizes para me sossegar ou por hábito só. Quero testar-te. Concentro-me e digo algo completamente inesperado e descontrolado, mas de forma diferente do habitual. Desta vez não só não tremi como evitei as metáforas, as antíteses, as analogias, os substantivos, os advérbios, os adjectivos, tudo… e usei somente verbos. E tu ainda me compreendeste.
Tentei de outra forma. Peguei em todas as palavras que moldavam o meu pensamento, os sonhos da noite passada, os segredos que recuso dizer-me e coloquei-as todas dentro de uma esfera de vidro, como num sorteio qualquer. Retirei-as, uma a uma, e construí uma frase pela ordem de saída, sem pontuação. Depois, li-te a frase de trás para a frente e num sussurro mínimo. E tu ainda me compreendeste.
Não suportava ter-te tão perto. Cortei a língua e os braços. Era impossível comunicar devidamente assim. As palavras apenas rondavam-me a mente e não saíam para o exterior. Finalmente, consegui fazer com que não me compreendesses. Mas tu olhaste-me nos olhos e sorriste…


Plantaste a árvore e ataste o nó na corda feita de cabelos teus, caídos ao longo dos anos. Enforquei-me ao meio-dia, como num duelo empoeirado sem ninguém presente.


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música: Neurosis - The Road To Sovereignty
pensamento: "bang bang, you shot me down"

Æmitis :: 06:15 ::: (0) Apêndice-[s]

Limite Fotográfico


"Prepara-me uma bebida. Não me interessa, qualquer uma serve. Quero que te apliques, pois vou bebê-la de uma só vez. Não, não é um contradição. Tenta compreender, tudo o resto é que está invertido. Depois, volta para a cama e ata-te de novo. Não pensaste que te ia deixar já, pois não? Notei um certo desalento quanto te levantaste... O teu corpo ainda não está pronto para partir. Tu ainda não estás pronta para partir."


Apaga-se o cigarro em ferro negro.


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música: The Tony Danza Tapdance Extravaganza - Tony Little, Jack Daniels, And the Open Road
pensamento: a scent and an obscene

Æmitis :: 00:49 ::: (0) Apêndice-[s]

terça-feira, agosto 17, 2004

Outro Diapositivo


Por um momento, naquele nascer de dia quase perfeito, eu vi-te flutuar. O quarto estava em tons de cinzento e tu estavas vestida de branco. De branco... Saiste da cama, ainda despenteada e docilmente lenta, depois de uma longa noite de sono. Antes de pousares os pés nus no chão eu vi o teu corpo levitar por cima dos lençóis perdidos pela cama. Depois, aterraste suavemente e bocejaste. Não te deste ao trabalho de pôr a mão à frente da boca, mas ainda a moveste por reflexo.
Abriste um pouco a janela e fechaste ligeiramente os olhos quando a luz te tocou. O dia já há muito que te aguardava e nada te agrada mais que este atraso diário. Afastaste mais algum do sono que ainda resistia na tua mente esfregando os olhos com as duas mãos. Depois, reparaste nas pequenas manchas pretas nos dedos indicadores. Ainda tinhas alguma da pintura de ontem. Insistes em deitar-te o mais depressa possível e em demorar o maior tempo possível a levantar-te. Sorriste de novo e espreguiçaste-te.
Continuaste o teu dia, como se fosse qualquer outro, mas eu sabia que aquele não tinha sido um despertar igual a qualquer outro. Naquele dia eu soube que te amava. E agora, que estás caída no chão, sem vida, ainda te vejo flutuar... e já não te amo.


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música: Radiohead - Street Spirit (Fade Out)
pensamento: fim de noite

Æmitis :: 04:20 ::: (0) Apêndice-[s]

7





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música: Jeff Buckley - Grace
pensamento: agressão distorcida he he he he...

Æmitis :: 02:53 ::: (0) Apêndice-[s]

Sonambolismo


Não compreendeste o que disse? Ok. Deixa-me ser um pouco mais específico então: eu não sou eu! Sim, a voz é a mesma, o corpo o mesmo, as palavras exactamente as mesmas, mas eu não sou eu. Chama-lhe distúrbio de personalidade ou simplesmente insanidade se quiseres, mas eu não sou eu. Esta voz é emprestada, este corpo é de certeza em "segunda mão" e as todas as palavras foram copiadas de algum lado, de algum testamento deitado fora antes de ter sido lido. Prometo-te que é verdade. Não existe nenhum teste que te consiga mostrar para comprovar o que digo. Não existem provas físicas ou outros testemunhos.
Se pudesse injectava-te dentro de mim e deixava-te percorrer pela minha consciência. Assim poderias sentir como é instável a electricidade que me alimenta. Alguns músculos já não respondem e alguns órgãos também não. Estão descalibrados, estão numa frequência diferente. E enquanto todo o sangue circula, ele sabe que não está no caminho certo. As paredes das veias são desconhecidas e o coração tem um ritmo estranho.
Estou em conflito internamente, é uma pena que não o consigas ver. Tu és um dano colateral e por isso peço desculpa. Se precisares de auxílio médico fala-lhes de mim, de certeza que te fazem um desconto. Ou melhor, manda-me a conta no fim que eu encarrego-me das despesas. É o máximo que posso fazer.
Diz. Se as palavras que te digo são copiadas como consigo estar a dizer-te algo verdadeiro e meu? Aí está, não consigo. É por isso que te digo: eu não sou eu.


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música: Anodyne - From The End Of The World
pensamento: retornada satisfação

Æmitis :: 00:59 ::: (0) Apêndice-[s]

segunda-feira, agosto 16, 2004

Sweet Surrender





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música: The Tony Danza Tapdance Extravaganza - Bringin' It Straight From Alabama
pensamento: a twirling flashback

Æmitis :: 22:09 ::: (0) Apêndice-[s]

O Voo Do Pelicano


Não me lembro se me atirei ou se fui empurrado. Sei que estava a vaguear de telhado em telhado, controlado por um qualquer instinto felino. O telhado era cinzento, como todos os outros, iluminado pela ténue luz superior. Parei no parapeito para observar a lua que desaparecia lentamente atrás da sombra. Via apenas um fio branco no céu, por entre a neblina e o fumo. A cidade estava a arder e conseguia sentir o calor que subia, vindo do chão. Aparentemente não existe mais nada senão o fogo. Nada disso me preocupava.
Sei também que tinha deixado cair o pequeno amuleto de madeira com a forma de pelicano que tinha comigo. Enquanto caía, o pedaço de madeira esculpida iluminava-se cada vez mais até se transformar numa pequena bola de fogo. Não me lembro se me atirei ou se fui empurrado.
Atrás de mim ouvi alguns passos, os suficientes para saber que, quem quer que fosse, estava perdido. Depois deixei de os ouvir. Talvez tenha saltado para outro telhado. Sei que desejei perseguir aquela presença desconhecida. Queria perguntar-lhe como tinha começado todo este processo. Como tinha a terra ficado tão vermelha. Como se tinham tornado os telhados o único local são em toda a cidade. Mas não consegui. A minha mente ficou encurralada entre vertigem e dormência.
Tarde demais. Ilumino-me e voo como um pelicano.


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música: Neurosis & Jarboe - In Harm's Way
pensamento: pele

Æmitis :: 04:30 ::: (0) Apêndice-[s]

Estranho Abstranho


Como podem reparar alterei todo o visual do blog. Sentia-me um pouco saturado do anterior e acho que foi uma evolução necessária. O template foi testado no Internet Explorer, Mozilla e Opera. O Internet Explorer os textos não têm parágrafos, algo que vou tentar corrigir. Assim sendo, aconselho que utilizem um dos outros dois browsers que referi atrás para verem o blog. Aconselho também a utilizarem um resolução de 1024x768 ou superior.
Se detectarem algum erro no blog agradecia que comentassem ou me enviassem um e-mail para o poder corrigir.


A Gerência Agradece


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música: Kayo Dot - A Pitcher Of Summer
pensamento: finalmente...

Æmitis :: 00:31 ::: (0) Apêndice-[s]

quarta-feira, agosto 11, 2004

"Have you ever tasted the soil?"





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música: ...
pensamento: A living paradox? Not really.

Æmitis :: 05:41 ::: (0) Apêndice-[s]

Dois Momentos Com Aparente Ligação


Estou cansado. Outra vez. Tentei remover-me de mim próprio. Tentei verdadeiramente. Tenho cicatrizes e manchas para o provar. Mas não consegui. Não me distanciei o suficiente para me perder de vista. Queria desconhecer o corpo em que habito para me sentir vivo de novo. Agora, enquanto apodrece a pele e se desfazem os ossos, tudo me entedia. Mesmo que me engane, mesmo que consiga iludir-me o suficiente para esquecer o quanto odeio ver-me tão nitidamente, não consigo ter força para me levantar e colocar o catéter para respirar melhor.


Estou cansado. Estou pronto e não tenho nada por que esperar. Nunca pensei que estivesse a preencher o vazio com pedras, só para iludir os que espreitam. Pensei que o fazia por mim. Sempre soube que eram somente pedras vulgares, mas nunca desejei mais. Mantive os olhos baixos e os pés enraizados no nada. Bebi o que me serviram e agradeci com uma vénia. Se pareço estranho, agora que morri, é porque o sou.


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música: Sigur Rós - (3)
pensamento: falhei

Æmitis :: 04:40 ::: (0) Apêndice-[s]

terça-feira, agosto 10, 2004

"climbing up the walls..."







Row, row, row your boat,
Gently, down the stream,
Merrily, merrily, merrily, merrily,
Life is but a dream.



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música: 27 - The Cause
pensamento: ...

Æmitis :: 17:29 ::: (0) Apêndice-[s]

Expirar #4


Quando me sinto assim, bem, só me apetece ficar doente. Fecho o caderno e atiro-me da janela. Quando tiver alguns ossos partidos, então posso recomeçar a escrever. Talvez se contrair alguma doença incurável consiga realmente realizar-me artisticamente. Até lá, vou falhando.


O mundo que se cale. Este, é meu.


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música: Kayo Dot - The Manifold Curiosity
pensamento: Eu disso sóbrio? queria dizer sábio...

Æmitis :: 03:41 ::: (0) Apêndice-[s]

Tentativa


Estava a dormir. Creio até que estava a sonhar. O mesmo de sempre e não me recordo. Estavas deitada por cima de mim. Estávamos ambos despidos e mexias suavemente no meu peito. Viste-me abrir os olhos como se esperasses que o fizesse há várias horas. Depois, adormeceste.


Ontem disseste que eras capaz de morrer por mim. Porque demoras tanto a fazê-lo?
Porque me olhas assim? Parecem-te estranhas as minhas palavras? Talvez sejam estranhas... mas são minhas. Chora o que quiseres, não consegues compensar aquilo que já roubaste. Sim, estou amargurado e ainda tenho os punhos cerrados. Não temas violência, sabes que só me consigo magoar a mim próprio. É essa que temes? Bebe um pouco também, pode ser que isso se desvaneça da tua mente.


Ontem disse-te que era capaz de morrer por ti. Não esperavas que fosse às tuas mãos. Mas suponho que seja a forma mais nobre de o fazer, certo? Assim posso seguir de cabeça erguida e peito ensanguentado ao longo do trilho de árvores despidas, como nós.


Juro que tentei arrancar-te da minha pele.


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música: Kayo Dot - Marathon
pensamento: desaparece o sóbrio

Æmitis :: 03:24 ::: (0) Apêndice-[s]

 

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