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sexta-feira, julho 27, 2007

Expirar #10


Se a lua tem uma face, será possível esbofeteá-la?





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música: A Big Bang Love: Juvenile - Créditos Finais
pensamento: para a J.

Æmitis :: 00:55 ::: (3) Apêndice-[s]

quinta-feira, julho 26, 2007

Via Sacra


Talvez tu, que és tragédia com causa e consequência, consigas dizer-me porque fingimos tanto ter uma dor significativa e partilhável. Perguntei a outros, semelhantes a mim, mas todos eles se limitaram a queixar-se da tal dor (sempre insuportável, a julgar pelas expressões que exibiam).

Tu que tens corpo marcado a ferro e fogo, a sangue e sémen, talvez me possas ajudar a sair desta ilusão de conflito e superação, de saudável esforço por coisa alguma. A cruz deixou-me uma marca ridícula nas costas, um bronzeado de mártir que quero fazer desaparecer. Sei que não a vejo, porque a tenho nas costas, e qualquer camisola a cobre dos restantes olhos – mas enquanto a palidez não se espalhar por todo o meu corpo, não conseguirei sentir-me bem.

Tu que foste mártir sem escolha, diz-me: terei de morrer para que este corpo volte a ser meu?



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música: MGR - II
pensamento: ...e dolorosa

Æmitis :: 05:26 ::: (4) Apêndice-[s]

Ponteiros De Relógio


Era tarde demais. Era com este pensamento que despertava todos os dias. O sol que entrava pela janela, rudemente encerrada na madrugada anterior, perdia o fulgor de mais um dia. Depois de ignorar o despertador, de contorcer-se na cama e apanhar os lençóis caídos, tentava lembrar-se da última vez que tinha sentido o calor do sol matinal ou o agitar fresco e vigorante das ruas daquela cidade. Tentou visualizar e individualizar uma por uma as cores que compõem o horizonte da aurora. Em vão. As pálpebras densas e empapadas de sono conseguiam cobrir o mais profundo dos pensamentos. Com uma honestidade atroz, a sua imaginação apenas lhe permitiu evocar os tons de meia dúzia de imagens cinematográficas de prados verdejantes e vales misteriosos onde nunca haveria de estar. Frustrado, com as pernas pesadas e os restos de um sonho ininteligível a serpentearem-lhe os olhos, a vontade de voltar a dormir inundava-lhe o espírito. Apenas dez minutos mais, ou doze. Talvez trinta. Mas era tarde demais.






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música: MGR - III
pensamento: um texto coberto de pó lunar

Æmitis :: 04:32 ::: (0) Apêndice-[s]

Amputado


São gestos que se movem por arrasto. Na inércia do ânimo, o corpo morto deixa-se levar pelo vento como uma boneca de trapos sem nós nas costuras. Os degraus são percorridos um a um, de hematoma em hematoma, e ao sentir o peso do solo cimentado sobre os ossos quebradiços esforço-me por libertar um suspiro de alívio. Chamo-lhe tédio, ao vento. E chamo-lhe velho, ao tédio. Nesta altura do ano, de qualquer ano, o que está de moda são as próteses e as muletas, as ajudas e os remendos. Gente híbrida, de carne e plástico, eficientemente montada para que possam funcionar minimamente. Entre toda a mecânica reparadora corporal, uma dúvida subsiste: por onde vagueiam todos os membros fantasma?








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música: Final - Hollow
pensamento: tremores nocturnos fazem eco

Æmitis :: 04:19 ::: (0) Apêndice-[s]

Pensamento/Venéreo


Tens os olhos ofuscados. São imensos os clarões provocados pelas igualmente imensas sinapses. Tens os dedos pesados de tanto conjugares o verbo pensar. Pesam como aneurismas, como lapsos de memória e outras irregularidades cognitivas. Porque não deslizas esses dedos, sujos de carvão e cravados de farpas, até à erecção que alimentas com essas pequenas neuroses. Dobra-te e contorce-te sobre ti mesmo, enrugando esse corpo grotesco que serve apenas para transportar a tua cabeça. Ejacula meu amigo, ejacula. Talvez assim, no flectir espasmódico de cada um dos teus músculos, consigas finalmente ter o sossego que buscas. Caso não o consigas, pode ser que te surja, entre o sémen derramado, uma ou outra boa ideia.








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música: Byla - Lake Opulia
pensamento: [destricted]

Æmitis :: 03:23 ::: (0) Apêndice-[s]

 

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