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quinta-feira, julho 26, 2007

Via Sacra


Talvez tu, que és tragédia com causa e consequência, consigas dizer-me porque fingimos tanto ter uma dor significativa e partilhável. Perguntei a outros, semelhantes a mim, mas todos eles se limitaram a queixar-se da tal dor (sempre insuportável, a julgar pelas expressões que exibiam).

Tu que tens corpo marcado a ferro e fogo, a sangue e sémen, talvez me possas ajudar a sair desta ilusão de conflito e superação, de saudável esforço por coisa alguma. A cruz deixou-me uma marca ridícula nas costas, um bronzeado de mártir que quero fazer desaparecer. Sei que não a vejo, porque a tenho nas costas, e qualquer camisola a cobre dos restantes olhos – mas enquanto a palidez não se espalhar por todo o meu corpo, não conseguirei sentir-me bem.

Tu que foste mártir sem escolha, diz-me: terei de morrer para que este corpo volte a ser meu?



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música: MGR - II
pensamento: ...e dolorosa

Æmitis :: 05:26 :::

Comentários:
Todos os mártires o são por opção.
 
Permite-me que refute.

Já está.
 
Permite-me, então, que refute a tua refutação.

As vítimas e as tragédias não tiveram escolha. As marcas que carregas no corpo foram-te oferecidas por outros. E não as pudeste rejeitar.

Os mártires escolhem sê-lo. Por isso são... mártires.
 
Se diferires entre ser mártir por convicção e ser mártir por atribuição, então talvez encontres outro significado nas minhas palavras.
 
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