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sexta-feira, maio 28, 2004

Para Que Norte?


E se eu estiver errado? Não será o absurdo a deixar de ser? E se todo o caminho percorrido conduzir a lado nenhum? Quantas vezes não senti que esse seria o meu destino... Mas não agora. Não depois de correr, cair e sangrar tantas vezes. Não procuro uma recompensa. Só um abrigo. Depois de recuperar regresso à estrada. Mas e se estiver errado e esta bússula for mais uma das brincadeiras do cómico Deus? Se ao menos ele se cansasse... Todos temos de dormir eventualmente... Não existe um 7º dia algures no calendário?
Só a firme terra consegue sossegar cada interrogação. Ontem choveu. A erva transpira. Fresca. A terra, húmida mas coesa, respira. E se...? Dei mais um passo e olhei para a bússula. Estranho como sigo na direcção certa sem nunca me guiar verdadeiramente pelo seu magnetismo. Agora que tento recordar, creio que nunca olhei para o ponteiro. Mas senti-o. Deambular? Não me parece. A terra é firme ainda.


Tenho comigo tudo o que preciso. Um pouco de caos e um pouco de nada.


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música: 27 - 9 Mile Burn
pensamento: e se não perguntar?

Æmitis :: 16:27 ::: (0) Apêndice-[s]

segunda-feira, maio 24, 2004

Presente


Tentei criar algo novo. De certo que alguém se lembrou do mesmo num tempo passado. Mas para mim, era novo, era inédito e era meu. Cada pequeno pequeno grão de areia tinha sido moldado, polido e unido cirurgicamente por estas mãos, que já não tremem. E num só momento, obra criada, sonho materializado, o mundo parou e observou. Não te lembras? Recordo-o diariamente. Era tão perfeito que não tinha nome, nem conceito, nem som que o pudesse identificar. Era meu. De certeza que não te lembras? Estavas presente, eu sei... Relembro-te diariamente. Eras veludo negro. Eras pele branca. E quando o vento por ti passava o cabelo cobria-te a cara.
Compreendo o teu esquecimento... o teu desconhecimento... fui eu que te vi, não o inverso. Sei que também tens um momento como este... teu.


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música: 27 - Heat Sink
pensamento: É sempre mais um dia... ruidoso.

Æmitis :: 19:51 ::: (0) Apêndice-[s]

segunda-feira, maio 17, 2004

Expirar #2


HA HA HA HHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAHH!!!!!!!!


Como se assim condensasse toda a ironia.


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música: The Mars Volta - Drunkship Of Lanterns
pensamento: ...

Æmitis :: 20:30 ::: (0) Apêndice-[s]

domingo, maio 16, 2004

Sombra Livre


Vi a tua sombra passar ao meu lado. Virei a cabeça e fixei um ponto na parede. Aguardei que chegasses, que te deitasses ao meu lado, que pusesses o teu braço por cima de mim e encostasses a tua cabeça na minha. De tal forma perto que sentiria o teu respirar no meu pescoço e o teu bater nas minhas costas. Tão perto que não distinguiria o teu batimento do meu. Aguardei. Aguardei... Virei-me de novo. A tua sombra permanecia. Só. Tinha-me enganado outra vez. Três noites seguidas de ilusão. E desilusão. Seriam? Duvido se seriam somente sombras. O perfume e o ar. Não creio ser capaz de criar tão bela aparição. Serei? Mas o perfume... não o posso recriar, não sem a verdadeira origem. E a sombra ainda permanece. A luz da lua através da janela faz-te mais presente que qualquer existência. Aguardo por lua nova. Eu também o irei ser. Diferente. Mudado. Novo. E a tua sombra...essa irá permanecer com ou sem luz. É livre. É memória.


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música: Neurosis - The Eye Of Every Storm
pensamento: por vezes sei que não estou errado

Æmitis :: 02:31 ::: (0) Apêndice-[s]

quarta-feira, maio 12, 2004

Indeterminado Momento


Durante dias nada aconteceu, mas agora, agora o telefone tocava.


Passaram três dias desde que, naquela noite de chuva intensa e de luzes amarelas, tinha perdido uma parte de mim. Recordo a noite, recordo a chuva, recordo a luz, recordo o vazio, mas não recordo o que foi que perdi. Terá sido uma memória? Terei perdido a memória do que perdi naquela noite de chuva e luz amarela? Não me recordo.
Entre o sono e o tédio, esforcei-me por levantar-me. Tinha sede. Andei, descalço, até à cozinha. Acendi a luz, peguei num copo e enchi-o com água da torneira. O som do jacto atordoou-me. Bebi, em quatro tragos longos. Perdi toda a força, todo o controlo sobre o meu corpo. O copo caiu e desfez-se completamente. Caí em cima dos vidros. Cortei-me nas mãos, no braço esquerdo, nos joelhos e na cara. Permaneci deitado, cortado, no frio do chão branco.
Passaram dois dias desde que o meu corpo me atraiçoou naquela noite de insónia e desconforto. As feridas já sararam e pedem constantemente para que lhes toque. Algumas ainda sangram. Os lençóis brancos têm pequenos círculos, pequenas manchas vermelhas. Culpa da impaciente pele. Porque tens tanta pressa em regenerar? Queria que permanecesses assim, rasgada e doente, durante algum tempo. Não sei quanto, alguns dias só. Queria ver-te imperfeita e insegura. Queria ver-te derrotada. Queria que duvidasses da cicatriz.


Deixei o telefone tocar... queria ter a certeza que não era engano, que o desejo de me contactar era verdadeiro. Oito toques... ainda não me levantei. Já estou certo que o deva fazer. Mas não o fiz. Cada toque parece somente o eco do anterior. Não sei se ainda toca, mas ainda o oiço.


Passaram dois dias desde que o telefone começou a tocar. Ainda o oiço. Ainda não recordo.


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música: Swarm of the Lotus - Seeing Truth
pensamento: "não há narrativa na vida, apenas histórias."

Æmitis :: 23:32 ::: (0) Apêndice-[s]

terça-feira, maio 11, 2004

Epílogo


Bastou um só deslize, um só mover de areia e vento. Como um pestanejar que nos faz perder uma vida (por vezes a nossa). Não sei se cedi ou se fui derrubado. Senti um pouco de ambos. Fraco. O corpo tremeu e nenhuma imagem era nítida. A voz que gritava não era a minha. As palavras que se amontoavam não eram minhas. Não era meu. Tinha-me deslocado, um só passo atrás, o suficiente para ser substituído. Baixei a cabeça e ouvi o construir do pathos, pedra sobre pedra, de faísca em faísca, sangue com suór. Que obra horrenda se erguia em meu redor. Imóvel, cristalizei-me em ferro e vidro. Durante dias permaneci assim. Durante dias a metamorfose do ambiente avançou incessantemente. Sempre mais grotesca, sempre mais cavernosa, sempre sem horizonte e sem abismo. Não conseguia sequer abrir os olhos. Sabia que este gesto me transformaria em pó... e como desejava o vento que isso acontecesse. Ele dizia-mo ao ouvido... sussurando dolorosas palavras, agulhas que penetram lentamente num contínuo movimento. O céu era uma tela de cores negras que se misturavam e afastavam constantemente. Árvores mortas arrastavam-se pelo chão em busca de raízes. A terra tremia, temerosa e triste, abrindo fendas como feridas auto-infligidas. Nunca era noite porque nunca era dia.
Um só deslize, frágil razão.
Senti de novo a pele respirar. Doía-me como nascer. Já não poderia alterar nada. Já tinha alterado tudo. Caminhei derrotado e sem luta.
Frágil razão.
Cheguei ao oceano... imutável. Se todo o cenário se contorcia e se desfigurava, o oceano permanecia seu. A maré era melódica.... Avancei.


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música: Neurosis - Falling Unknown
pensamento: constant imagery

Æmitis :: 01:05 ::: (0) Apêndice-[s]

domingo, maio 09, 2004

Só O Simples


A porta estava aberta. Era negra, de uma madeira que nunca tinha visto. Mais negra que a sua própria sombra, que me parecia ter uma diferente forma do que era. O chão era feito de um tecido vermelho. Entrei. Era um quarto amplo, de paredes brancas com tons de cinzento como núvens de fumo presas no tempo. No centro, precisamente no centro estava uma cadeira, simétricamente presente, feita da mesma madeira escura da porta. Ainda não a tinha tocado e já a sentia, fria. A luz era forte e branca, aprisionada no centro do tecto. De tão forte que era não conseguia decifrar se tinha candeeiro ou qualquer outro suporte. Era apenas uma mancha.
Nada mais fazia sentido senão sentar-me.
Sentei-me.
Ainda com o corpo dorido do esforço de dias anteriores, cedi àquele objecto como que ao corpo de uma mulher. E no preciso momento em que me moldei na cadeira soube qual o seu significado. Um gesto simples, um sorriso, um alívio, uma renovada vontade. Era o que precisava. Simplicidade. Nunca o meu coração bateu tão regularmente e com tanta certeza de me alimentar.

Levantei-me.
Sem esforço.
Saí sem olhar para trás.
Tinha entrado em vários quartos anteriormente, mas nunca tinha sentido nenhum tão certo como este. Tinha a minha cor e o meu toque. O frio que sentira ao entrar era igual ao que sentia por dentro. Não desapareceu, apenas encontrou outro semelhante. Sei que vou regressar um dia e a porta estará aberta. Não vou recordar este momento, pois nunca aconteceu.


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música: Radiohead - Wolf At The Door
pensamento: I yearn for simple and meaningful gestures

Æmitis :: 19:20 :::

sábado, maio 08, 2004

Expirar #1


Há uma metáfora que flutua sobre mim. Quando a compreender plenamente, tornar-me-ei nela.


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música: Bôa - Duvet
pensamento: I will move

Æmitis :: 14:34 :::

sexta-feira, maio 07, 2004

E Mais Sangue Escorreu...


Fiz um zapping à minha vida. Não parei em nada. Continuei a pressionar o pulso frenéticamente. Não parei por nada. Escorria à volta do braço, em espiral, uma linha vermelha de incómodo tédio. Não parei. Nada. E enquanto este acto, quase reflexo, ocorria, passava pela minha mente uma sequência de conhecidas imagens, como negativos de um rolo fotográfico. Vi rostos, membros, corpos. Vi terra, lugares, espaços. Vi o tempo mover-se a um ritmo acelerado, como o crescimento das plantas nos programas sobre natureza... à mesma velocidade que mostram a decomposição de uma carcaça de um veado, morto à beira de uma estrada. Era tão rápido que passados dez minutos, creio que foram dez minutos (ou seriam dias?), todas as imagens se converteram numa linha desfocada.
E de repente, parou.
Parou numa imagem branca.
Ofuscou-me.
Depois de me habituar à luz que emanava daquela tela onírica, começaram a formar-se alguns tons, alguns contornos. Apareceu um corpo, deitado, nu, de uma mulher. Conseguia ver a linha suave que lhe rodeava os tornozelos, que ondulava pelas pernas e terminava em longos fios de lisa luz. A face estava voltada para o horizonte, não a conseguia ver. Pelo corpo dançava um transparente véu de láctea textura. Um veludo ainda por se formar. Começou a mexer-se lentamente como se o tempo lhe pertencesse. Não havia som. Não havia ar. Todo o movimento era um acordar longínquo. Dentro de mim senti uma crescente ansiedade. Sabia que ao ver aquela face, aquele desenho de perfeito sonho, tudo iria acalmar... calmo... O véu subiu-lhe até ao rosto, acompanhando o voltar, como uma maré... Estava de frente para mim. Apenas o véu impedia o meu adormecer agora, e eu sabia que iria diluir-se assim que ela abrisse olhos. E quando o fez, a imagem moveu-se e atrás dela vieram todas as que já tinham passado anteriormente. Uma mancha desfocada de novo.
Mais rápida.
Fiquei tonto.
Caí.
E mais sangue escorreu... e não adormeci, nem parei.


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música: Radiohead - Karma Police
pensamento: "For a minute there I lost myself"

Æmitis :: 21:40 :::

quinta-feira, maio 06, 2004

Memória E Nevoeiro


Só toquei em neve uma vez. Era pequeno, nem consigo determinar que idade tinha... nunca o consegui fazer. Lembro-me que era mais fria do que alguma vez imaginara. Não era leve como algodão ou suave como a minha almofada. Era gelada, molhada e agredia-me as mãos pálidas. Fui traído pela minha inocência e doeu. Nunca mais toquei em neve e ainda hoje, quando toco em gelo, lembro-me daquele dia longínquo. Acho que me vou supreender de novo...


Cada noção clara, cada conceito de perfeito entendimento provoca-me uma inquietação que não consigo compreender. Incerteza só. Errei em tanto e tantas vezes que só consigo duvidar. E se desta teia me conseguisse libertar tudo iria parecer estranho. Mais do que já parece. Estranho. E em todos os lugares familiares permaneço distante, como se existisse um segundo corpo atrás daquele que vejo, e esse sim, é definido e real. Nebulada realidade, nebulada pele... por vezes penso que consigo passar a mão pelo meu corpo sem o tocar, como uma criança que tenta apanhar uma branca núvem de fumo. Os meus olhos enganam-me. Eu engano-me. E erro. E é normal. E tenho conforto em compreender. Em não compreender. Se o nevoeiro subisse eu também me dissipava. Disso estou certo. Antitético viver... disso estou certo.


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música: Explosions In The Sky - Six Days At The Bottom Of The Ocean
pensamento: em doloroso sossego

Æmitis :: 19:16 :::

quarta-feira, maio 05, 2004

Aparição


De andar felino e de negro pêlo, passeias entre árvores mortas e folhas desfeitas. O vento abranda para te deixar passar... ousar tocar-te?...nunca. Porém, o teu pêlo ondula como um campo de trigo em manhã de eclipse.
Fiquei retido a observar-te. E tu sabias o que eu queria. Cuidadosamente paraste. Sempre com um olhar de certeza mais que humana, afugentaste corvos e pequenas borboletas em fase terminal. A linha que te percorria do pescoço até à última vértebra parecia interminável e de uma láctea mansidão. Percorri-te até me perder. Perdido e confortável. E tu sabias o que eu queria.
Avançaste lentamente em direcção ao lago de plantas mortas e águas adormecidas. Passo a passo, entraste nele e desapareceste. E como num acordar em sobressalto voltei a sentir o que me rodeava. Estava frio e não reconhecia nenhuma pedra, nenhuma folha ou nuvem. Mas o círculo onde repousaste, onde exististe, esse permanecia igual. Verde escuro, de tom dissemelhante de qualquer outro em toda a palette. Pequenos fios negros de tom amarelado circundavam-no. Era o tempo. E tu que sabias o que eu queria.


O que seria?


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música: Radiohead - Climbing Up The Walls
pensamento: it's nothing but a dream, isn't it? thank you.

Æmitis :: 18:13 :::

sábado, maio 01, 2004

A Caminho Da Ténue Lúcidez


E pensar que tudo pareceu resolvido, que cada passo encontraria chão firme e de perfeita textura. E pensar que de tão alto que estive que toda a vertigem se dissipou... num beijo. Equilíbrio. Tão perfeito balanço de tão imperfeito objecto. E pensar que nada deve ser vivido sem saudade, sem nostalgia, sem homenagem ao que já foi... ao que foi em mim.
Não caí, mas senti a dor de ossos quebrados e pele esfolada. E não caí... e por isso solto desesperadas gargalhadas que diluídas escorrem em lágrimas. E pensar que o meu corpo regressara ao teu, mãe.
Há uma novo sinal no meu ombro. É escuro, de um castanho envelhecido como um carvalho. Cada dia em que o vejo, cada hora até, parece-me ter uma diferente forma. Sempre familiar. Sempre estranho... mas íntimo. Posso tocar-lhe. Posso cair na memória.
Incompleto... mas menos.


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música: Tarentel - Ghosty Head
pensamento: pouco faz sentido em tão compreendido discorrer de vida

Æmitis :: 01:57 :::

 

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