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domingo, dezembro 10, 2006




Outrora tive os braços frios…
Vestia casacos de mangas intermináveis, fazendo rodopiar o tecido que sobrava ao longo dos braços. Juntava-os contra o peito com muita força, tentando fazer com que pudessem entrar. Tentava enfiar as mãos nos bolsos, mergulhando-as tão profundamente que me enrolava sobre mim mesmo. Ficava assim, inerte numa bola, controlando a respiração e sentindo o sangue que insistia em fugir dos braços. As mãos enleavam-se e os dedos escondiam-se.
Tinha os braços tão frios…
De tão gelados que estavam não tremiam. Apenas pendiam, como estalactites polares. Tive medo que se partissem num movimento brusco, num gesto desnecessário ou num desastre circunstancial. O frio fez-me esquecer as pontas dos dedos. Eram inúteis agora. Apenas sabiam provocar arrepios nos corpos quentes. Eram como armas. Não as queria. Esqueci-as.
As estações passaram e a temperatura dos braços manteve-se. A minha estranheza também. Quando o desconforto se torna uma rotina, desaparece.
As estações passaram-me ao meu lado.
Certo dia, mais tarde, quando te esqueci, os meus braços aqueceram-se novamente.



mas era tarde demais para te abraçar.





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música: Songs: Ohia
pensamento: o teu corpo que muda

Æmitis :: 12:53 :::

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